Camila Junqueira

13/03/2023

Soft skills em tecnologia: o que são e por que estão em relevância?

As habilidades comportamentais são tão importantes quanto as técnicas

Quais competências são avaliadas na contratação de um profissional de tecnologia? No mercado atual, além de ter habilidades técnicas, como domínio de Javascript e linguagem Python, é muito importante desenvolver as chamadas soft skills, que são práticas de comportamento que ajudam a pessoa a se destacar na equipe e a desenvolver o trabalho com mais qualidade.
 
Na área de tecnologia, é comum que cada membro da equipe domine uma área específica no desenvolvimento de um projeto, e a tendência é haver pouca troca entre eles – e menos ainda com outras áreas da empresa. Por isso que as soft skills são tão valorizadas: com elas, o profissional passa a interagir mais, a buscar insights em outros times, a mostrar mais flexibilidade e a fazer entregas cada vez mais completas e relevantes.
 
O que são soft skills
 
No geral, soft skill são competências comportamentais e subjetivas. São diferentes das hard skills, que são as habilidades técnicas – é o que se aprende em cursos, workshops e que se aplica diretamente no trabalho. Soft skills são difíceis de mensurar, e mais ainda de se desenvolver. Muitas vezes, só dá para percebê-las na prática, na forma como o profissional lida com os desafios do dia a dia.
 
Nem todas as áreas e empresas valorizam as mesmas soft skills – há lugares que precisam que o profissional trabalhe sob pressão, enquanto outros priorizam a autogestão e proatividade. Na área de tecnologia, algumas soft skills se destacam como mais importantes, e é importante que os tech recruiters saibam como identificá-las na hora do processo seletivo.
 
Habilidades valorizadas no profissional de tecnologia
 
  1. Comunicação
 
Ter uma comunicação clara e assertiva é necessário para que o profissional saiba entender as demandas da equipe e consiga construir um bom relacionamento. É também essencial na hora de entender a importância do projeto do ponto de vista de outras equipes. Defender as próprias ideias e trocar conhecimento também acontecem com quem sabe se comunicar. Durante o processo seletivo, fazer perguntas sobre a trajetória da pessoa ou até sobre algum desafio que ela já enfrentou em outras empresas, pode ajudar os recrutadores a avaliar a forma como o candidato se comunica.
 
  1. Inteligência emocional
 
Ter uma alta inteligência emocional requer autoconhecimento. É a capacidade de gerenciar as próprias emoções, e também de ter empatia e se colocar no lugar dos outros. Essa é uma ótima habilidade de ter na hora de resolver problemas, de conversar com colegas sobre eventuais atritos, de saber a forma de comunicar o que está sentindo e de tomar as atitudes certas. É também algo a ser desenvolvido com o tempo.
 
  1. Flexibilidade e resiliência
 
Ser flexível e adaptável a às eventuais mudanças de cenário que a empresa pode tomar é fundamental, principalmente nos últimos anos, em que o mercado sofreu tantas mudanças. Pode ser que um projeto tenha que mudar completamente depois de meses de trabalho, ou que o profissional tenha que desempenhar outras funções enquanto a contratação não chega. Já a resiliência é a forma de lidar com os desafios, enfatizando o aprendizado.
 
  1. Trabalho em equipe
 
A habilidade de trabalhar em equipe é uma das mais citadas pelos candidatos em processos seletivos, mas também entre as mais difíceis de se praticar. Afinal, no dia a dia é muito mais fácil que cada um lide com os próprios desafios, do que gastar tempo e trocar informações para resolver problemas. Saber trabalhar em equipe é discutir ideias, oferecer ajuda, ouvir os colegas e buscar os mesmos objetivos.
 
  1. Autonomia e gestão de tempo
 
Saber gerir o próprio tempo é uma habilidade bastante útil. Torna o dia mais produtivo, as entregas mais pontuais e deixa o líder mais confiante de que o trabalho da equipe está andando bem, sem precisar ficar em cima de cada membro. Além disso, a gestão de tempo também deve considerar eventuais imprevistos, para que as tarefas programadas possam mudar sem prejudicar a programação.
 
  1. Proatividade e vontade de aprender
 
Ter vontade de aprender e de se desenvolver em áreas que não domina é uma habilidade muito valorizada, tanto que favorece até a contratação de pessoas menos qualificadas, mas que demonstram essa disposição. Os profissionais de tecnologia precisam estar em constante desenvolvimento e atualização, buscando novos aprendizados através de cursos, palestras e workshops. Ser proativo também ajuda, tomar a iniciativa nos projetos e não esperar que outras pessoas deem o primeiro passo é outra soft skill relevante.
 
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